Escoliose atinge principalmente as mulheres

Desalinhamento da coluna está presente em até 3% da população.

Dores nas costas sempre causam muito incomodo na vida de qualquer pessoa e são originárias de diferentes motivos como a má postura no trabalho e o sobrepeso corporal. Porém, em alguns esses incômodos podem ser provenientes da escoliose, um problema que afeta, em sua maioria, o público feminino.

Sabemos que a coluna vertebral, também denominada de espinha dorsal, estende-se do crânio até a pelve. Sua finalidade é dar sustentação para outras partes do esqueleto e, mediante disto, ela possui algumas curvaturas que são consideradas normais. No caso de pessoas que sofrem de escoliose, a coluna vertebral apresenta um encurvamento anormal no meio ou nos lados.

– Devido a essa deformidade na coluna, os ombros ou quadris apresentam um desnível ou inclinação para o lado esquerdo ou direito. Diante disso, normalmente um dos ombros fica mais alto do que o outro – descreve o médico neurocirurgião, Dr. Paulo Porto de Melo formado pela UNIFESP e Colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri- EUA).

Esse desalinhamento da coluna está presente em até 3% da população, podendo ser classificado como curva simples, quando está para a direita ou esquerda (escoliose em “C”) ou curva dupla (escoliose em S”).

-Esse desvio é progressivo. Desta forma, a curvatura da escoliose varia, principalmente, em relação à idade. Sendo que o mesmo ocorre com maior velocidade no período da adolescência – explica o médico neurocirurgião.

De acordo com o Dr. Paulo Porto de Melo a escoliose é classificada em quatro tipos:

Escoliose congênita: Decorrente de um problema com a formação com os ossos da coluna vertebral no nascimento. Essa má formação ocorre durante o desenvolvimento do feto no útero da mãe.

Escoliose neuromuscular: é causada por uma anormalidade dos músculos ou nervos ocasionando fraqueza e descontrole dos músculos em crianças que tem o sistema neurológico em desordem ou decorrente de paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida e pólio.

Escoliose sindrômica: seu acometimento é associado a outras doenças como síndrome de Marfan e síndrome de Rett.

Escoliose idiopática: é o tipo mais comum que acomete as pessoas, principalmente, em adolescente do sexo feminino. Sua causa é desconhecida. Ela normalmente é dividida em quatro grupos:

1)  Do nascimento aos 3 anos de idade – escoliose infantil;

2)  De 3 a 9 anos de idade – escoliose juvenil;

3)  De 10 a 18 anos – escoliose do adolescente;

4)  Após 18 anos – escoliose do adulto.

A avaliação médica precoce é essencial para que o tratamento seja eficaz. 

– Normalmente pessoas com histórico familiar de escoliose têm mais chances de desenvolver a deformidade da coluna. Por este motivo, somente com intervenção precoce é possível evitar a progressão do problema. Para isso, o uso de colete ortopédico é o primeiro tratamento indicado. Mas se a curvatura ainda estiver em um estágio muito avançado, a indicação é o procedimento cirúrgico – finaliza o médico neurocirurgião, Dr. Paulo Porto de Melo.

Fonte: Diário Catarinense

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Centro de Reabilitação e Condicionamento Físico: Oferece serviços nas áreas de Fisioterapia e Educação Física tendo como objetivo a promoção da saúde e qualidade de vida por meio do exercício físico. Os profissionais especializados adotam uma filosofia baseada em evidências científicas enfocando a prevenção de lesões, o tratamento e o condicionamento.

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