Dor na coluna: causas, mitos e o que realmente funciona no tratamento

Fisioterapeuta Felipe Moraes, do FortaleSer, fala sobre dor na coluna no programa Conexão Jovem Pan News Belo Horizonte

No dia 25 de setembro de 2026, o fisioterapeuta Felipe Moraes, do FortaleSer, foi convidado para o programa Conexão Jovem Pan News Belo Horizonte (89,9 FM), apresentado por Fernanda Siqueira. O tema da conversa foi um dos problemas de saúde mais comuns do mundo: a dor na coluna. 

Ao lado do fisioterapeuta Bruno Lourenço, Felipe respondeu às dúvidas que mais aparecem no consultório. Dor na coluna é genética? Quem tem hérnia de disco vai sentir dor para sempre? Pode fazer musculação? Estalar a coluna faz bem? 

Neste artigo, reunimos as principais respostas da entrevista em linguagem simples. Assim, você entende o que pode estar por trás da sua dor e sabe quando vale a pena procurar ajuda. 

Assista à entrevista completa:  


Resumo: o que você precisa saber sobre dor na coluna 

  • A dor nas costas quase sempre tem várias causas ao mesmo tempo. O estilo de vida pesa mais do que a genética. 
  • Ficar muito tempo na mesma posição, sentado ou no celular, sobrecarrega a coluna. Pausas a cada 40 a 50 minutos ajudam. 
  • Um exame que mostra hérnia de disco ou desgaste não significa, sozinho, que a dor vem dali. 
  • Na maioria dos casos, quem sente dor não deve parar de se movimentar. O exercício orientado faz parte do tratamento. 
  • O remédio alivia o sintoma, mas não trata a causa da dor. 
  • Fraqueza na perna, formigamento que desce para o pé ou para a mão e dor que limita a rotina merecem avaliação profissional.

Por que tanta gente está com dor na coluna?

Segundo Felipe, o principal motivo é o estilo de vida atual. Passamos muito tempo parados na mesma postura e usamos celular, tablet e computador por horas seguidas. Depois da pandemia, com o home office e o aumento do tempo de tela, esse cenário ficou ainda mais comum. 

Mesmo assim, ele faz uma ressalva importante. A dor nas costas é multifatorial, ou seja, raramente existe uma causa única. Postura, sedentarismo, sobrepeso, estresse, sono e rotina de trabalho costumam se somar. 

“Dor nas costas é um tema complexo porque é multifatorial. Não existe um único fator que a gente aponte como a causa principal.” 

Felipe Moraes, fisioterapeuta do FortaleSer 

Quantas pessoas sofrem com dor nas costas?

Muita gente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor lombar afetou cerca de 619 milhões de pessoas no mundo em 2020. Isso equivale a 1 em cada 13 pessoas. Além disso, ela é hoje a principal causa de incapacidade no planeta. 

No Brasil, o impacto aparece com força no trabalho. Em 2025, as dores nas costas foram, pelo terceiro ano seguido, a principal causa de afastamento pelo INSS, com mais de 237 mil benefícios concedidos. Logo atrás vieram as lesões nos discos da coluna, como a hérnia de disco, com mais de 208 mil casos. 

Por isso, durante a entrevista, os dois fisioterapeutas chegaram a usar a palavra “epidemia” para descrever o problema. 

Dor na coluna é genética?

Na maioria das vezes, não. Bruno explicou que algumas pessoas têm, por genética, uma frouxidão maior nos ligamentos. No entanto, isso não define quem vai sentir dor. O que mais pesa são os hábitos do dia a dia: quanto você se movimenta, como trabalha, como dorme e como lida com o estresse. 

Quem trabalha sentado ou usa muito o celular tem mais dor na coluna?

Pode ter, sim. O ponto central é ficar muito tempo na mesma posição, algo que os fisioterapeutas chamam de postura sustentada. Segundo Felipe, essa postura parada pode gerar tanta sobrecarga na coluna quanto carregar peso. 

“A melhor postura que você tem é sempre a próxima. Ou seja, você precisa mudar de posição de tempo em tempo.” 

Bruno Lourenço, fisioterapeuta convidado do programa

Na prática, a recomendação é fazer pausas a cada 40 a 50 minutos, levantar, caminhar um pouco e mudar a posição do corpo. O mesmo vale para quem passa horas no celular. 

E quem não consegue parar, como motoristas de ônibus, táxi ou aplicativo? Nesse caso, Felipe reforça que o cuidado precisa ir além do expediente. Ter o hábito de praticar atividade física, de forma gradual e com avaliação prévia, ajuda a compensar as horas na mesma postura. 

Quais são os tipos de dor na coluna?

De forma simples, os fisioterapeutas explicaram dois grandes grupos de dor. 

Dor articular 

É a dor que aparece com movimentos específicos, como girar o tronco ou inclinar para trás. Ela costuma estar ligada às articulações da coluna e ao desgaste natural que acontece com o passar dos anos. 

Dor radicular (de origem no nervo) 

Acontece quando um nervo que sai da coluna fica irritado ou comprimido. Na região lombar, o exemplo mais conhecido é o nervo ciático, que provoca aquela dor em queimação que desce pela perna e pode chegar ao pé. Já na região cervical, a dor ou o formigamento pode descer pelo braço até a mão. 

Durante o programa, a apresentadora lembrou que muita gente sente formigamento no braço e chega a pensar que está infartando. Às vezes, depois da investigação, a origem é a coluna cervical, um quadro chamado de cervicobraquialgia. 

Atenção: dor no peito, falta de ar, suor frio ou dor que irradia para o braço esquerdo exigem atendimento de emergência imediato. Primeiro se descarta um problema no coração. Só depois se investiga a coluna. 

O que é bico de papagaio na coluna?

“Bico de papagaio” é o nome popular dos osteófitos, pequenas projeções ósseas que se formam durante o processo de desgaste da coluna (artrose). Segundo Felipe, eles costumam aparecer em fases mais avançadas desse desgaste. O apelido vem do formato, que lembra um bico curvado. 

Ter bico de papagaio no exame, porém, não significa obrigatoriamente sentir dor. E isso leva a um dos pontos mais importantes da entrevista. 

Hérnia de disco no exame significa que vou sentir dor na coluna?

Não necessariamente. Felipe fez questão de reforçar que a dor na coluna nem sempre está ligada a um diagnóstico específico ou a uma alteração no exame de imagem, seja raio X, ressonância ou tomografia. 

“Você pode ter dor nas costas sem nenhum diagnóstico específico, assim como pode ter um diagnóstico específico sem sintomas relevantes. Por isso a avaliação é tão importante.” 

Felipe Moraes, fisioterapeuta do FortaleSer 

Bruno completou com um exemplo comum. A pessoa faz o exame, aparece uma hérnia de disco e ela conclui que vai sentir dor para sempre. Só que a hérnia pode existir sem ser a responsável pelo sintoma, principalmente quando não está comprimindo nenhum nervo. 

Por isso, o diagnóstico não depende apenas da imagem. Os exames ajudam e orientam, mas os testes clínicos e funcionais feitos na avaliação são o que permite definir a melhor conduta para cada pessoa. E esse processo não precisa ser demorado. 

Esse é, inclusive, um dos princípios do FortaleSer: tratar o paciente, e não apenas a imagem do exame. 

Quais sintomas de dor na coluna merecem atenção?

Alguns sinais mostram que vale procurar uma avaliação o quanto antes: 

  • Fraqueza na perna, sensação de perna “bamba” ou que “falseia” ao caminhar. 
  • Formigamento ou dormência que desce para o pé ou para a mão. 
  • Rigidez forte ao acordar, que melhora um pouco depois que você começa a se mexer. 
  • Dor que volta com frequência ou que já dura mais de três meses. 
  • Dor que começa a limitar a rotina, o trabalho ou as atividades de que você gosta. 

Segundo Bruno, a fraqueza na perna pode indicar que o nervo já está comprimido a ponto de afetar o músculo. Em outros casos, ela vem de uma musculatura tão tensa que a pessoa “trava”. Em ambas as situações, testes específicos ajudam a entender a origem. 

Felipe também lembrou da importância de uma avaliação médica para descartar as chamadas bandeiras vermelhas, ou seja, doenças mais graves como problemas reumáticos, doenças sistêmicas ou tumores. 

Procure atendimento médico com urgência se a dor na coluna vier acompanhada de perda de controle da urina ou das fezes, dormência na região íntima, febre, perda de peso sem explicação, perda de força progressiva ou se surgir depois de uma queda ou acidente. 

O que é o ciclo da dor?

O ciclo da dor explica por que estresse e ansiedade podem piorar a dor nas costas. Bruno descreveu o processo assim: 

  • A pessoa sente uma pontada na coluna e fica preocupada. 
  • A preocupação gera tensão no corpo. 
  • Essa tensão se soma aos problemas do trabalho, da família e da rotina. 
  • O sistema nervoso entende que algo está errado e “protege” a região com mais dor. 
  • Mais dor gera mais preocupação, e o ciclo recomeça. 

Para romper esse ciclo, é preciso entender o padrão da sua dor. Quais movimentos doem? Em que momento do dia ela aparece? O que ela está impedindo você de fazer? Quando essas respostas ficam claras, o tratamento começa a fazer sentido. 

Quem tem dor na coluna deve parar de fazer exercício?

Definitivamente não. Felipe foi direto nessa resposta. O exercício faz parte do tratamento. 

Em uma crise muito forte, quando a pessoa mal consegue sair da cama, o cuidado é mais específico. Nessa fase, pode haver medicação prescrita pelo médico, mas mesmo assim já se estimula a exposição gradual ao movimento. 

Depois que a crise passa, entra a fase de condicionamento. Ela combina terapia manual, mobilizações e alongamentos com exercícios ativos para ganhar mobilidade, força e resistência muscular. Mais adiante, a atividade aeróbica também pode entrar no plano. 

Quem tem problema na coluna pode fazer musculação?

Pode, desde que tenha orientação adequada. Para Felipe, o melhor exercício para quem tem dor, crises que se repetem ou dor persistente é aquele que trabalha força, resistência e mobilidade. 

A modalidade pode variar conforme a afinidade de cada pessoa: musculação, pilates ou treinamento funcional. O mais importante é passar antes por uma avaliação das limitações e manter a regularidade.

“O movimento é o melhor remédio para a coluna.” 

Felipe Moraes, fisioterapeuta do FortaleSer 

É verdade que quem tem dor na coluna não pode pegar peso?

É mito. Bruno explicou que, no início do tratamento, pode ser necessário evitar alguns movimentos por um tempo, como pegar peso ou se abaixar para pegar objetos no chão. Isso, no entanto, é temporário e depende do que está acontecendo com a coluna de cada pessoa. 

Se a regra fosse nunca mais pegar peso, a pessoa passaria a viver com medo de se mexer. E o medo, como vimos, alimenta a dor. 

“O seu corpo foi feito para se movimentar. O que você precisa é treinar e educar o corpo para que ele faça isso sem se prejudicar.” 

Bruno Lourenço, fisioterapeuta convidado do programa 

Como carregar peso sem prejudicar a coluna?

Mochila escolar 

Segundo Bruno, o problema da mochila está no hábito repetido. Quem carrega todo o peso de um lado só desenvolve, ao longo dos anos, um desequilíbrio muscular. Esse desequilíbrio pode não doer agora, mas costuma cobrar a conta aos 20 ou 30 anos. 

A forma correta é usar as duas alças e ajustar a mochila bem junto ao corpo, sem deixá-la baixa e batendo no quadril. Ela deve parecer parte do corpo, e não um objeto pendurado. 

Trabalho com carga 

Para quem carrega peso no trabalho, como em depósitos de material de construção, Felipe explica que não existe uma única regra. Tudo depende do tipo de movimento: pegar carga agachado, no alto, de forma repetitiva. Por isso, o ideal é fazer uma análise do movimento daquela pessoa e orientar a forma correta. 

As pausas também valem aqui. Além disso, programas de educação ergonômica nas empresas ajudam a prevenir problemas no médio e no longo prazo. 

Colchão, travesseiro e posição para dormir influenciam a dor na coluna?

Influenciam, sim. Um travesseiro muito alto pode estar ligado à dor no pescoço ao acordar. Um colchão antigo e deformado também pode favorecer dores nas primeiras horas da manhã. Segundo Felipe, a melhor escolha é aquela em que você consegue dormir e descansar bem. 

E o famoso travesseiro da NASA? Bruno explicou que ele é mais ergonômico e ajuda a manter o pescoço em posição neutra. Porém, quem dorme de bruços a vida toda pode não se adaptar a ele. A dica é testar antes de comprar, deitando na posição em que você costuma dormir. 

Quanto à posição, uma orientação comum é dormir de barriga para cima, com um travesseiro embaixo dos joelhos. Mesmo assim, todo mundo se mexe durante o sono. Por isso, a orientação é sempre adaptada à rotina de cada pessoa. 

Um sinal importante: se a dor está muito forte ao acordar e melhora quando você começa a se movimentar, algo no período do sono merece investigação. 

Estalar a coluna faz bem?

Os vídeos de “estalar a coluna” nas redes sociais costumam mostrar técnicas de quiropraxia ou de manipulação articular. Segundo Felipe, trata-se de uma técnica com comprovação científica e bastante segura, desde que haja avaliação individual e um profissional com formação adequada. 

A manipulação tem contraindicações. Ela não é indicada, por exemplo, para pessoas com osteoporose ou com artrose mais avançada. Na região do pescoço, o cuidado precisa ser ainda maior, porque ali passam estruturas importantes, como nervos e vasos. 

Já a automanipulação, quando a pessoa tenta estalar a própria coluna em casa, não é recomendada. São movimentos rápidos que, feitos sem técnica, podem acabar travando a lombar ou o pescoço. 

Alongamento é bom para dor na coluna?

Nem sempre. Bruno explicou que o alongamento é a primeira coisa que muita gente procura ao sentir dor. Só que, quando o nervo ciático está irritado, alongar pode piorar o quadro, porque o nervo, que já está sensível, é esticado ainda mais. 

Nesses casos, o fisioterapeuta costuma indicar a mobilização neural. Um exemplo citado no programa: deitar de barriga para cima, dobrar os joelhos, segurar atrás de um deles e fazer pequenos “chutes” em direção ao teto, sem esticar a perna por completo. O nervo é mobilizado aos poucos, em vez de ser estirado. 

Por outro lado, o alongamento é útil para quem tem encurtamento muscular, algo comum em corredores e praticantes de musculação. 

Exercícios para dor ciática devem ser feitos com orientação de um fisioterapeuta, após avaliação. O que funciona para uma pessoa pode piorar a dor de outra. 

Remédio resolve a dor na coluna?

Alivia, mas não resolve. Bruno lembrou que, em alguns momentos, o remédio é necessário, sempre com prescrição médica. O problema é quando ele vira uma válvula de escape. A pessoa sente dor, toma o remédio, a dor passa e depois volta, porque a causa continua lá. 

Felipe citou o exemplo dos Estados Unidos, que enfrentaram uma crise de saúde pública pelo uso excessivo de analgésicos opioides. Hoje, uma das principais respostas por lá são campanhas de incentivo à atividade física e de combate ao sedentarismo. 

Qual é o melhor tratamento para dor na coluna?

Os dois fisioterapeutas concordaram: movimento. A atividade física orientada é o principal remédio para a coluna e para o sistema musculoesquelético como um todo. Essa visão está alinhada à diretriz da OMS publicada em 2023 para dor lombar crônica, que inclui programas estruturados de exercício e educação do paciente entre as abordagens recomendadas. 

Além disso, o cuidado costuma ser multidisciplinar. Bruno deu um exemplo claro: o paciente passa uma hora com o fisioterapeuta e as outras 23 horas do dia na própria rotina. Por isso, fisioterapeuta, médico, nutricionista, psicólogo e profissional de educação física podem ter papéis complementares. 

O erro mais comum de quem sente dor 

Para Felipe, o principal erro é achar que não se deve fazer nenhum movimento. Isso vale especialmente para quem tem dor crônica, ou seja, dor que persiste ou volta por mais de três meses. 

O maior mito sobre dor crônica 

Segundo Felipe, muitas pessoas com dor crônica passam a viver em estado de alerta. Evitam movimentos por medo, vigiam a postura o tempo todo e protegem o corpo além do necessário. Esse comportamento não resolve a dor. O caminho é voltar a fazer os movimentos do dia a dia de forma gradual, com orientação. Por isso, a educação em dor é tão importante no tratamento. 

Como o FortaleSer trata a dor na coluna em Belo Horizonte

O FortaleSer atua há 21 anos em Belo Horizonte com fisioterapia e educação física baseadas em evidências científicas. O Programa de Tratamento da Coluna Vertebral segue as principais diretrizes científicas mundiais, com o objetivo de melhorar a funcionalidade e reduzir o risco de cirurgia. 

O tratamento parte de uma avaliação individual, baseada no modelo de subclassificação das dores na coluna. Esse modelo nasceu de pesquisas realizadas em Pittsburgh (EUA) e foi validado por diversos estudos. A partir dele, o plano pode combinar: 

  • Terapia manual, quando indicada. 
  • Exercícios específicos para cada quadro. 
  • Educação em neurociência da dor, para que o paciente entenda o que está sentindo e perca o medo de se movimentar. 

A abordagem é biopsicossocial, ou seja, considera o corpo, a rotina e o contexto de cada pessoa. São mais de 4 mil pacientes tratados no programa. Depois da fase de tratamento, o Fisiofitness (pilates, treinamento funcional e musculação terapêutica) dá continuidade ao fortalecimento e ajuda a prevenir novas crises. 

Quem decide como você vive é você, e não a sua dor 

A entrevista na Jovem Pan News deixou uma mensagem clara. A dor na coluna é muito comum, mas não precisa ser aceita como parte da vida. Na maioria dos casos, ela melhora com informação, movimento orientado e um tratamento que olha para a causa, e não apenas para o exame. 

“Você não pode deixar a sua coluna decidir o jeito que você vai viver a sua vida.” 

Bruno Lourenço, fisioterapeuta convidado do programa 

Se você sente dor na coluna e ela está limitando a sua rotina, agende uma avaliação no FortaleSer. Nossa equipe vai entender o seu caso e montar o plano certo para você voltar a se mover com segurança. 

FortaleSer | Fisioterapia e Educação Física

Edifício Parque Avenida, Belo Horizonte (MG) 

Telefone: (31) 3342-3185 | WhatsApp: (31) 9 9198-7143 

Instagram: @fortaleser 


Perguntas frequentes sobre dor na coluna

Dor na coluna tem cura? 

Na maioria dos casos, a dor na coluna melhora bastante ou desaparece com o tratamento adequado. Isso costuma envolver avaliação individual, exercícios orientados, mudança de hábitos e educação sobre a dor. Quanto antes a causa é identificada, mais simples tende a ser o tratamento. 

Quando procurar um fisioterapeuta para dor na coluna? 

Procure um fisioterapeuta quando a dor não melhora em alguns dias, volta com frequência, limita a sua rotina ou vem com formigamento, dormência ou fraqueza na perna ou no braço. Dor que dura mais de três meses já é considerada crônica e merece avaliação. 

Preciso de exame de imagem para tratar dor na coluna? 

Nem sempre. Os exames ajudam em alguns casos, mas muitas alterações aparecem também em pessoas sem dor. Na fisioterapia, testes clínicos e funcionais feitos na avaliação orientam o tratamento. O exame é pedido quando há suspeita de algo mais grave. 

Quem tem hérnia de disco pode fazer musculação? 

Pode, desde que tenha orientação profissional e uma avaliação prévia. Exercícios de força, resistência e mobilidade fazem parte do tratamento da dor na coluna. Musculação, pilates e treinamento funcional são opções, conforme a preferência e a fase de cada pessoa. 

Qual a melhor posição para dormir com dor na coluna? 

Uma orientação comum é dormir de barriga para cima, com um travesseiro embaixo dos joelhos, ou de lado. Porém, a melhor posição é aquela em que você dorme bem e acorda sem dor. Travesseiro e colchão devem ser testados antes da compra. 

Estalar a coluna em casa é perigoso? 

Sim. A automanipulação não é recomendada, porque envolve movimentos rápidos que, sem técnica, podem travar a lombar ou o pescoço. A manipulação feita por um profissional qualificado, após avaliação, é uma técnica segura e com respaldo científico. 

Formigamento no braço pode ser problema na coluna? 

Pode. A compressão ou irritação de um nervo na coluna cervical pode causar dor e formigamento no braço e na mão. Mas, se o formigamento vier com dor no peito, falta de ar ou suor frio, procure uma emergência para descartar um problema no coração. 

Onde tratar dor na coluna em Belo Horizonte? 

O FortaleSer, no Edifício Parque Avenida, em Belo Horizonte, tem um Programa de Tratamento da Coluna Vertebral baseado em evidências científicas, com avaliação individual, terapia manual, exercícios específicos e educação em dor. São 21 anos de atuação e mais de 4 mil pacientes tratados. 


Fontes consultadas 

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). WHO guideline for non-surgical management of chronic primary low back pain in adults, 2023. 
  • GBD 2021 Low Back Pain Collaborators. Global, regional, and national burden of low back pain, 1990–2020. The Lancet Rheumatology, 2023. 
  • Ministério da Previdência Social / INSS. Dados de concessão de auxílio por incapacidade temporária em 2025. 
  • Entrevista com os fisioterapeutas Felipe Moraes e Bruno Lourenço no programa Conexão Jovem Pan News Belo Horizonte, 25 de setembro de 2026. 
Foto de FortaleSer

FortaleSer

Centro de Reabilitação e Condicionamento Físico: Oferece serviços nas áreas de Fisioterapia e Educação Física tendo como objetivo a promoção da saúde e qualidade de vida por meio do exercício físico. Os profissionais especializados adotam uma filosofia baseada em evidências científicas enfocando a prevenção de lesões, o tratamento e o condicionamento.

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