Felipe Moraes fala sobre a importância das atividades corpo/mente para o tratamento e controle das dores crônicas

Felipe Moraes fala sobre a importância das atividades corpo/mente para o tratamento e controle das dores crônicas

No dia 03 de fevereiro de 2019, o Jornal Estado de Minhas – caderno Bem Viver, o  fisioterapeuta Felipe Moraes destacou a importância das atividades corpo/mente para o tratamento e controle das dores crônicas.

“Dessa forma preservamos a mobilidade articular, condicionamento muscular e a funcionalidade do dia a dia. Assim proporcionamos experiências positivas para minimizar o comportamento de medo/evitação do movimento, comum nas pessoas com dores persistentes.” – Felipe Moraes

Educação em dor, entender o contexto de cada paciente aliando atividades que ajudam a dessensibilizar o sistema nervoso central é o caminho que as evidências científicas apontam.

Confira abaixo a reportagem:

Remédio para o corpo e a mente

Prática regular de atividade física pode prevenir uma série de doenças classificadas como crônicas e degenerativas. Ioga pode ser alternativa para fugir da agitação das academias

Como prevenção e tratamento, a atividade física é importante para o equilíbrio do corpo e da saúde emocional. “Quanto mais a pessoa alimenta o medo de se movimentar por causa da dor, por falta de motivação, ou por qual motivo for, maiores as chances de ela piorar.” Assim Felipe Moraes, sócio-proprietário e fisioterapeuta da FortaleSer, incentiva as atividades físicas para pessoas com alguma patologia. Um verdadeiro medicamento no combate a patologias e estresse, principalmente para pessoas que sofrem de doenças crônicas, psiquiátricas, musculares e óssea e outros problemas de saúde sérios.

Quem sofre com dores na coluna, quadril ou joelho, a prática da atividade física é essencial, pois vai ajudar no fortalecimento dos músculos e na mobilidade dessas articulações, além de corrigir desequilíbrios musculares, melhorando a sensação de dor. O exercício físico, quando praticado de maneira sadia, ajuda a regular corpo e alma para os conflitos e o cansaço do cotidiano.

Felipe Moraes afirma que a atividade física pode fazer um efeito revigorante na prevenção de praticamente todas as principais doenças crônicas e incapacitantes que existem. “A prática regular também melhora o metabolismo, o condicionamento físico, a mobilidade das articulações, no controle da dor crônica, ajuda no emagrecimento, em geral, e é essencial para um estilo de vida mais saudável, o que é potencializado quando unido a uma alimentação equilibrada, orientada para cada caso”, explica.

Para o fisioterapeuta, a atividade física também é uma grande aliada contra depressão, estresse, ansiedade e transtornos psiquiátricos diversos, pois melhora a oxigenação do cérebro e aumenta a produção de substâncias ligadas à sensação de prazer, satisfação e alegria. “O que contribui muito no controle das dores crônicas, além de ser ótima para a melhora da autoestima e da autoconfiança.”

Da infância à terceira idade, a prática de atividades físicas auxilia desde a manutenção e longevidade da qualidade de vida ao longo dos anos. “Para que se tenha uma velhice mais funcional, com menos dores, menos disfunções físicas, protegendo desde as articulações aos órgãos internos de forma geral”, conta Moraes.

Recomenda-se que a modalidade escolhida envolva grandes grupos musculares e atividades aeróbica ou de resistência, assim como aquelas denominadas anaeróbicas e que demandam o uso de força (musculação, por exemplo). Os exercícios de sobrecarga (exercícios com sustentação de peso são recomendados para preservar a saúde óssea e o vigor muscular). Exercícios aeróbicos são responsáveis pelo maior gasto de calorias e em questões cardiovasculares e metabólicas, como melhor controle da pressão arterial, maior perda de peso, diminuição nos níveis de colesterol e glicose no sangue. Evidenciado o tipo de exercício que melhor se adapte à sua aptidão, habilidades, capacidade física e estado de saúde.

GINÁSTICA 

A professora de inglês Maria Inês Gariglio sabe bem como é não se limitar à dor. Depois de uma cirurgia no quadril, seguiu a indicação de sua médica para fortalecimento muscular e articular, mesmo sem gostar de se exercitar. “E eu, que sempre detestei ginástica, estou lá há 13 anos, com presença assídua e confiante três vezes por semana. Quando penso nisso, nem acredito”, relembra.

Felipe Moraes explica que os exercícios específicos devem ser iniciados desde a reabilitação, quando o paciente passa por um tratamento fisioterápico. “Primeiro, para minimizar as queixas, as dores e os sintomas. Aí, depois fazemos a transição para a academia, para um programa de atividade física regular para prevenir recorrências e evitar, assim, que o paciente sofra com novos problemas.” Para o fisioterapeuta, é necessária uma atenção individualizada para cada caso e “um incremento gradual de acordo com a capacidade de adaptação do corpo, aumentando assim a funcionalidade, ou seja, realizar mais atividades e tarefas que anteriormente”.

Com a prática dos exercícios, a professora Maria Inês sobe escadas, anda sem mancar, carrega sacolas e tem um cotidiano sem muitas dores, apesar de ter uma prótese total de quadril e de ser portadora de artrite reumatoide nível 3. “Posso afirmar que a ginástica garante minha mobilidade e bem-estar geral”, afirma. Ela também destaca que os aspectos emocionais funcionalizados durante as sessões são de fundamental importância em doenças crônicas. “A produção de endorfina ajuda muito na manutenção do bom humor e na redução das dores articulares. Assim, nem penso em parar de me exercitar.”

MOTIVAÇÃO

A prática regular faz bem para todas as atividades da vida. A importância disso é sempre prevenir e promover a saúde para ajudar a combater possíveis doenças. “Com o início do ano, sempre nos propomos alguns desafios, não é? O meu foi continuar a cuidar da minha saúde, vir à academia ‘faça chuva ou faça sol’, me alimentar bem e me prevenir de outras doenças da maturidade”, finaliza a professora.

DOENÇAS X ATIVIDADE FÍSICA

» Doenças cardíacas – Fazer atividade física ajuda a prevenir problemas no coração, pois o aumento da frequência cardíaca regular com a prática fortalece o músculo cardíaco e, dessa forma, faz a pressão arterial em repouso reduzir. Os exercícios também aumentam o colesterol bom (HDL), diminuem o colesterol ruim e melhoram a circulação.

» Hipertensão – Ajuda a reduzir a pressão arterial.

» Diabetes – Os exercícios ajudam na redução do percentual de gordura corporal, no controle do índice de açúcar no sangue, além de auxiliar na prevenção da doença.

» Obesidade – A atividade física combinada à alimentação adequada são as responsáveis para promover a perda de peso efetiva. Controlar a alimentação por si só já tem efeito considerável, mas unir isso à prática de alguma atividade física acelera o processo e melhora muito a qualidade de vida. Vale ressaltar que é preciso procurar auxílio médico e fisioterápico para avaliar que tipos de atividades a pessoa está apta a realizar.

» Osteoporose – Pouca gente sabe, mas a atividade física contribui também para o fortalecimento ósseo, ajudando a prevenir problemas como a osteoporose. Também ajuda a evitar dores e deficiências motoras na idade mais avançada.

» Dores crônicas – Melhora o condicionamento muscular e a mobilidade das articulações, reduzindo o medo para realizar os movimentos, além de aumentar a liberação de endorfinas e melhorar a qualidade do sono.

Por: Jornal Estado de Minhas – Caderno Bem Viver

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