Saúde: Saiba como se tornar um adepto da corrida

Saúde: Saiba como se tornar um adepto da corrida

Exercício traz diversos benefícios para a saúde, mas é preciso preparo e planejamento para começar a correr.

Democrática, desafiadora e repleta de benefícios para a saúde. Essas são apenas algumas das características que tornaram a corrida um dos esportes preferidos de muita gente. A prática cresce em ritmo acelerado: só neste ano, já reuniu mais de 20 mil atletas em provas realizadas pelas ruas do Rio Grande do Sul, segundo dados do Clube de Corredores de Porto Alegre (Corpa). E 2015 deve acabar com quase 30 mil inscritos em um total de 20 circuitos organizados ou com participação da entidade.

Especialistas também fazem coro: a corrida contribui para a saúde principalmente dos músculos, do coração e dos pulmões e pode ser uma importante aliada para uma vida mais saudável. Mas, mesmo com tantas vantagens, é preciso ter atenção: por se tratar de um exercício intenso, exige preparação e pode não ser indicado para todo mundo.

Uma pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology apontou, inclusive, que correr pode reduzir a expectativa de vida. James O’Keefe, cardiologista e um dos autores do estudo, analisou corredores entre 20 e 93 anos e concluiu que, nos casos em que a frequência de corrida e o pace (ritmo por quilômetro) eram muito altos, houve redução do tempo de vida. Segundo ele, a caminhada seria o exercício ideal para quem quer viver mais.

Controvérsias à parte, em um ponto os especialistas são unânimes: para se tornar um adepto da corrida é preciso ter uma avalição do estado de saúde e respeitar as individualidades do organismo. Conheça, a seguir, os principais caminhos para a linha de chegada.

Dê a largada

Calçar um tênis e sair correndo parece uma atividade simples, mas não é. O exercício requer técnica e demanda preparo cardiorrespiratório e muscular. O primeiro passo é realizar uma boa avaliação médica para saber se seu corpo está preparado para correr e, assim, prevenir lesões.

— É preciso saber se a pessoa não corre algum risco cardíaco ou vascular, ou dos sistemas de músculos, ossos e articulações. Depois, é realizada uma avaliação da performance, que serve para direcionar o treinamento. Sempre que possível, isso deve ser feito com o acompanhamento de um educador físico, que vai definir o treino e a periodicidade do exercício para que haja evolução técnica e um menor risco de lesões — diz o gestor médico do Instituto de Medicina do Esporte do Hospital Mãe de Deus, Felix Drummond.

Fonte: Zero Hora | Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

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